Prémio Valmor
e estórias da cidade que escolhi para viver
© Jaime Roriz – Junho de 2005
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nestas
poucas palavras e imagens faço um percurso pela História e por Lisboa, usando
algumas estórias para dar cor e sabor. |
Convite à
participação: Envie para jaimeroriz@hotmail.com as suas fotos
ou textos relativos a este tema para serem publicados aqui |
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O
Prémio Valmor de 1902 foi atribuído
ao Palácio Lima Mayer (1), uma construção de
1901, situada na Avenida da Liberdade fazendo esquina para a Rua do Salitre e
da qual Adolfo de Lima Mayer era proprietário. O arquitecto foi Nicola
Bigaglia (?-1908),
italiano radicado em Portugal. |
Nós éramos jovens e amantes de
beber cerveja. Muita cerveja de preferência. Ainda me pergunto qual seria a
graça de beber tanta cerveja e de lutar pela lucidez, mas tenho a certeza que
nos divertíamos muito e que as relações que resultaram dessas noites de
estroina foram fortes e duradouras. Aqui mesmo ao pé deste lindo prédio há
uma grande cervejaria por onde se entra descendo três ou quatro degraus e
cujas montras ostentam lavagantes e sapateiras que não estavam ao alcance das
nossas bolsas. Alguém, no meio da barafunda e dos gritos típicos das
cervejarias de Lisboa, dizia ao Rick – americano intranquilo de visita à
nossa cidade – os defeitos dos portugueses e de Portugal. Aquilo tomou de
assalto a nossa alma de portugueses e fizemos assim uma das amizades da nossa
vida. O Rick nunca mais esqueceu Lisboa nem o palácio Lima Mayer. |
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O Prémio de 1903 coube a
um edifício, a Casa Ventura Terra (2), na Rua Alexandre
Herculano, 57, do qual Miguel Ventura Terra (1866-1916) foi o
arquitecto e proprietário. |
Este prédio fica perto da
“Igreja dos Judeus” em Lisboa. “A velha senhora” como lhe chamou uma vez uma
das minhas filhas. Este olhar de alto a baixo que se impõe perante Lisboa
viva, impulsionado pelas palavras da menina dos meus olhos é um olhar sobre
Lisboa. Ali entre a Av da Liberdade e o Largo do
Rato, exuberante nas formas, o prédio é discreto no seu enquadramento na rua
e é preciso procurá-lo. Tem uma placa com umas explicações. A gente passa por
ali a pé e pensa que Lisboa é a maior aldeia de Portugal. Há uma espécie de
bazar/loja de ferragens/drogaria que é uma festa para os sentidos. Há por ali
umas pessoas com uma certa idade mas ninguém tem uma idade certa. Certo é que
encontrei ali há muitos anos, lá por 1977, um homem sentado em cima duma
caixa de ferramentas que dizia – Mecânico de gelosias – na ignorância dos
meus 18 anos eu nem sabia o que era isso. Afinal eram persianas e naquele
final dos anos 70 em que não havia trabalho nem emprego fiquei a achar que
ser mecânico de gelosias era um drama que podia acontecer a qualquer um. |
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1904 Uma delas, a Casa Lambertini (3),
cujo proprietário Michelangelo Lambertini exprimiu a sua revolta apelando mesmo à
Câmara no sentido desta anular a decisão, localiza-se na Avenida da
Liberdade, 166-168, tendo por arquitecto Nicola Bigaglia,
anteriormente distinguido. |
Menção Honrosa 1904 |
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1904 A segunda
Menção Honrosa coube a um edifício de habitação (4), também na
Avenida da Liberdade (262-264), que teve como arquitecto Jorge Pereira
Leite e cujo proprietário era António José Gomes Netto. |
Menção honrosa 1904 |
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Em 1905 foi premiada a Casa Malhoa (5), localizada na Avenida 5
de Outubro, 6-8, edifício que serviu de habitação e também atelier ao pintor José
Malhoa, seu proprietário, um projecto do arquitecto Manuel Norte
Júnior (1878-1962). |
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Em 1906 o prémio coube à Casa Viscondes de Valmor (6), propriedade
da Viscondessa de Valmor, localizada na Avenida da República, 38, e
com projecto de Miguel Ventura Terra. |
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Em 1907 Casa Empis (7),
na Avenida Duque de Loulé, 77, propriedade de Ernesto Empis
e arquitectura de António Couto de Abreu (1874-1946). Edificado em
estilo Francisco I, inspirado na Renascença Francesa, lembrava o castelo de Blois e a casa de Diana de Poitiers.
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Demoliram-no em 1957, de
propósito para que eu, que nasci em 1959, não tivesse memórias dele para as
escrever aqui. Ora bolas ! |
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Em 1908 premiou-se, pela
primeira vez, um edifício de rendimento (8) cujo Edifício
de gaveto, localiza-se na Avenida Almirante Reis,
2-2K, propriedade de Guilherme Augusto Coelho com projecto de Arnaldo
R. Adães Bermudes
(1864-1948). |
O meu primo Tó
tem mais 11 anos do que eu. Sempre vi nele uma pessoa crescida como toda a
vida desejei ser. Não sei o que é que ele tinha
nessa época em que eu tinha 16 anos e ele 27, mas qualquer sítio onde ele
estivesse tinha uma bela discussão cultural, tinha gente a divertir-se a
valer. Foi esse modelo que segui a minha vida toda. Uma vez passámos numa tasca
tascosa do outro lado da rua deste prédio. Ali a
100 metros do intendente e da prostituição que na altura ainda não havia
droga por aqueles lados. O Tó e eu lá furávamos até
ao balcão por uma cerveja geladinha quando um dos clientes, do bar e do largo
do intendente, resolveu armar connosco confusão. O meu primo, pequenino mas
com um ar, pelo menos para mim, de homenzarrão, espetou-lhe um dedo no peito
do energúmeno e perguntou: “preta ou branca a tua cerveja ?”
em menos de nada estávamos ali a exercitar a boa maneira de ser português em
amena cavaqueira cada um com o seu copo de
cerveja na mão. |
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1909 o Prémio Valmor coube ao Palacete Mendonça (10), na Avenida Marquês
de Fronteira, 18-28, um projecto do arquitecto Miguel Ventura Terra
para Henrique José Monteiro Mendonça. Edificado no alto do Parque
Eduardo VII e um pouco recuado em relação à via pública |
Um dia foi a minha vez de ser
iniciado nesta coisa de ir aos tribunais na qualidade de aluno do curso de
direito. Foi ali no palácio da justiça, muito perto do Palacete Mendonça, e
foi uma experiência que não esqueço. Com todo o cuidado que lhe é habitual em
tudo o que faz o nosso professor escolheu um caso de direitos de
personalidade e as partes em juízo eram o presidente da distrital do PSD e o
semanário Expresso. Foi uma bela lição de direito para nós que nunca tínhamos
visto nada daquilo. E, já agora, uma demonstração da baixaria de que os
políticos são capazes. Ao voltarmos para a universidade, alguns de nós,
fizeram o caminho a pé. Lisboa tem sempre esse factor delicioso de nos
mostrar os seus recantos sem que estejamos à espera. Naquele grupinho que
ouvia embevecido considerações sobre a vida – ele confessa que vivida – do ilustre lente, tive a surpresa de poder admirar este
belo palacete. Lá estávamos nós ali com aquela bela conversa e com palacete
ao fundo e tudo. |
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Em 1910 o Prémio Valmor foi atribuído a um edifício de habitação (14) sito na Av. Fontes
Pereira de Melo, 30. O autor do projecto foi o Arqº Ernesto Korrodi
(1870-1944), Suíço naturalizado Português, e o edifício pertencia a António
Macieira. |
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O Prémio Valmor em 1911 também foi atribuído a um edifício de habitação (15). Este situa-se no
nº 25 da Rua Alexandre Herculano. O projecto é da autoria do Arqº Miguel
Ventura Terra (1866-1919) e o proprietário era António Tomás Quartim. |
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Em 1912 houve um Prémio Valmor e uma Menção Honrosa atribuídos a
duas moradias unifamiliares, a Villa Sousa (16), que se situa na Alameda das
Linhas de Torres, 22 e a moradia (17) situada na Praça Duque de Saldanha,
nº 12, respectivamente. |
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Também o ano de 1913 contempla dois edifícios, o
Prémio Valmor atribuído a um edifício de habitação (18) na Av. da
República, 23 cujo proprietário era José dos Santos e arquitectura de Miguel
Nogueira Júnior (1883-1953), |
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No ano de 1914 o Prémio Valmor também foi atribuído a uma moradia unifamiliar (20) na Av. Fontes Pereira
de Melo, nº 28 pertencente a José Marques e cuja arquitectura se deve ao Arqº
Manuel Norte Júnior. |
Nos 46 anos que levo de vida, é
a segunda vez que vejo este prédio ser restaurado. Fica mesmo defronte da “casa
Mourisca”, café onde na minha juventude passava horas perdidas. Um
dia, eu e a minha namorada, numa lucubração divertida e propositada, na
morrinha lenta das tardes de café em que nos divertíamos a salvar o mundo
entre uma bica e um pastel de nata, fabulávamos sobre o triângulo das
bermudas e propusemo-nos a fantasia de ir num pequeno bote para essa zona do
globo na esperança de sermos raptados por extra terrestres à semelhança do
que tinha acontecido com aeronaves e navios. Os nossos amigos ficaram
abismados, levaram-nos a sério coitados, e preocupados com a nosso “triste”
distanciamento da realidade. “Eles estão doidos !
Agora vão num barquinho a remos para o triângulo das bermudas !” Nós rimo-nos
ou chorámos, já não me lembro bem que isto passou-se em 1980, mas nunca mais
nos esquecemos. A namorada foi-se mas se um dia me virem, ou a ela, a remar,
numa casca de noz, no meio do oceano já sabem porquê. |
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Em 1915 a distinção com o Prémio Valmor já contempla um edifício em altura (24) que se situa na Av. da
Liberdade, nºs 206-218. O autor do projecto foi o Arqº Manuel Norte Júnior e
o edifício pertencia a Domingos da Silva. |
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O Prémio Valmor em 1916 foi para o edifício de habitação (25) na Rua Tomás
Ribeiro, nºs 58-60 pertencente a Rita de Matos e Dias com projecto do Arqº
Miguel Nogueira Júnior. |
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Em 1917 o Prémio Valmor também foi atribuído a um edifício de habitação (26), composto por cinco
pisos, na Rua Viriato, nº 5 que pertencia a António Macieira Júnior e cuja
arquitectura se deve a Ernesto Korrodi. |
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1918 |
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Não atribuído |
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Em 1919 o Prémio Valmor mais uma vez foi atribuído a uma moradia unifamiliar (27) situada na Av. Duque
de Loulé, nº 47 que pertencia a Alfredo May de Oliveira com projecto do Arqº
Álvaro Machado. |
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1920. |
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Não atribuído |
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A obra galardoada em 1921 com o Prémio Valmor foi o
restauro de um Palácio Setecentista (28) na R. Cova da Moura,
nº 1 projectado por Tertuliano Marques (1883-1942) e pertencente a João
Ulrich. |
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1922 |
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Não atribuído |
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Em 1923 o Prémio Valmor foi atribuído a um edifício de habitação (29) sito na Av. da
República, 49 com projecto da autoria de um dos arquitectos da nova geração,
Pardal Monteiro (1897-1957), sendo Luís Rau o seu proprietário. |
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1924 |
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Não atribuído |
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1925 |
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Não atribuído |
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1926 |
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Não atribuído |
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Em 1927 o Prémio Valmor foi atribuído à Pensão Tivoli (30) situada na Av. da
Liberdade, nºs 176-180, pertencente a José de Sousa Brás, devendo a sua
arquitectura a Manuel Norte Júnior. |
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O Prémio Valmor de 1928 coube ao Palacete Vale Flor (31) na Calçada de Stº
Amaro, 83-85, projectado pelo Arqº Pardal Monteiro sendo a Sociedade Agrícola
Vale Flor sua proprietária. |
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Em 1929 o Prémio Valmor foi para uma moradia unifamiliar (32) pertencente a Félix
Lopes e cujo projectista foi Pardal Monteiro. |
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O primeiro Prémio Valmor
atribuído nesta década, em 1930,
coube a uma moradia (33) na Rua Castilho, 64-66, um projecto
do arquitecto Raul Lino da Silva (1879-1974) para Sacadura Cabral, que não
viria a ocupá-la, tendo sido vendida nesse mesmo ano a Manuel Duarte. |
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1931 edifício (35) situado na Rua de Infantaria 16,
92-94, da autoria dos arquitectos Miguel Simões Jacobetty Rosa (1901-1970) e
António Maria Veloso dos Reis Camelo (1899-1985) para o pintor Manuel Roque
Gameiro. Construção modernista, sofreu alterações na
sua estrutura em 1957, com o acréscimo de dois pisos |
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1932 |
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Não atribuído |
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1933 |
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Não atribuído |
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1934 |
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Não atribuído |
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1935 |
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Não atribuído |
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1936 |
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Não atribuído |
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1937 |
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Não atribuído |
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No ano de 1938 é premiado o primeiro edifício não habitacional, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (36),
situada no cruzamento das avenidas Avenida Marquês de Tomar e Avenida de
Berna, um projecto do arquitecto Porfírio Pardal Monteiro para a
Arquiconfraria do Santíssimo Sacramento de S. Julião. |
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No ano de 1939 foi premiada uma moradia (37) na Avenida Columbano Bordalo
Pinheiro, 52, um projecto dos arquitectos Carlos (1887-1971) e Guilherme
Rebelo de Andrade (1891-1969) para Bernardo Nunes da Maia. |
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Em relação aos Prémios Valmor, o
primeiro desta década, em 1940,
coube ao edifício do Diário de Noticias (38), situado
na Avenida da Liberdade, 266, um projecto do arquitecto Porfírio Pardal
Monteiro para a Empresa Nacional de Publicidade. |
O prédio pretende imitar a
lombada de um livro. Na livraria – uma das boas livrarias de Lisboa – estão
pintados frescos de José de Almada Negreiros. Eu costumava ir para essa
livraria namorar. É um espaço cheio de cantos e recantos e no meio daqueles
livros todos, de tantas monografias exuberantes. Nós perdíamo-nos declamando
versos em surdina, arrebatando momentos fugazes de contacto íntimo no medo de
sermos apanhados. |
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1941 |
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Não atribuído |
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Em 1942 foi premiado um edifício de habitação (39) para rendimento
localizado na Rua da Imprensa, 25 com projecto do arquitecto António Maria
Veloso dos Reis Camelo para Acácio e Vieira, Lda. Edifício de expressão
modernista é interessante pela volumetria das fachadas lateral e posterior. |
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O edifício premiado em 1943 Assim, a obra premiada neste
ano, um edifício de habitação (40) situado na Avenida
Sidónio Pais, 6, com projecto dos arquitectos Raul Rodrigues Lima e Fernando
Silva (1914-1983) para António Cardoso Ferreira, cumpre o pretendido. |
Eu tinha lido num desses livros
de soluções miraculosas para a vida um texto sobre o poder de um sorriso. Foi
precisamente ao atravessar a rua em frente a este prédio que testei o sorriso. Atravessei
a rua a pé com o sinal vermelho para os peões e a bela condutora ralhou
comigo lá de dentro do twingo dela. Dei-lhe em troca o meu melhor sorriso,
sem mais coisa nenhuma, e recebi – como num passe de mágica – um belo sorriso
em troca. Isso
foi lá pelos idos de 1986 mais ou menos. Depois disso trago sempre um sorriso
no bolso para o que for preciso. É um instrumento poderoso. O mundo está
cheio de gente má, talvez apenas a esperarem um sorriso em frente a um prédio
premiado para deitarem fora a maldade e partilharem essa coisa boa de sermos
todos gente. |
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Pela primeira vez, em 1944, o Prémio Valmor e o Prémio
Municipal de Arquitectura distinguem o mesmo edifício. Trata-se de uma moradia (42) situada na Avenida Pedro Álvares
Cabral, 67 cujo autor e proprietário era o arquitecto Luís Ribeiro C.
Cristina da Silva (1896-1976). |
Lisboa é uma cidade de pessoas.
No meio dos edifícios de escritórios ainda moram famílias. Esta moradia que
fica entre o jardim da estrela e o largo do rato. Ali, onde há tantas
repartições e uma azáfama de gente que entra e sai dos empregos, sobra tempo
e espaço para se educarem os jovens nos liceus que ficam defronte, na casa
João de Deus que é ali mesmo ao lado. Quem disse que os edifícios de
escritórios descaracterizam a cidade? Se durante a semana a avenida assiste a
um corropio de gente, à noite e ao fim de semana a cidade é-nos devolvido
numa calmaria que parece que nunca nada acontece aqui. Lembra-me March Bloch “A incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância
do passado”. |
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Em 1945 o Prémio Valmor foi atribuído a um edifício de habitação (43) localizado na
Avenida Sidónio Pais, 14, propriedade de Ferreira & Filho, Lda., com
projecto de arquitectura de António Maria V. dos Reis Camelo. Construído no
estilo “Estado Novo”, |
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Em 1946 coube o Prémio Valmor a um edifício de habitação (45) situado na Avenida
Casal Ribeiro, 12, propriedade de Fortunato Cardoso Nunes e Saúl Saragga com
projecto do arquitecto Fernando Silva. |
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Em 1947 foi premiada, com o Prémio Valmor, uma moradia (47) situada na Rua S. Francisco
Xavier, 8, que o arquitecto Jorge de Almeida Segurado (1898-1990) projectou
para si próprio. Construção de um piso e rodeada de jardim,
sofreu alterações na sua estrutura em 1960. É a Embaixada da Tailândia. |
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1948 |
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Não atribuído |
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Em 1949 o Prémio Valmor foi atribuído a um edifício de habitação (49) com o piso térreo
ocupado por estabelecimento comercial, situado na Rua Artilharia Um, 105, um
projecto do arquitecto João Simões para a Companhia de Seguros Sagres. |
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O Prémio Valmor de 1950 foi atribuído a uma moradia do Restelo, de Joaquim Cantante Mota, situada
na R. Duarte Pacheco Pereira, nº37 (encosta da Ajuda) na freguesia de St.ª
Maria de Belém. Projectada pelo Arq. Alberto José Pessoa, |
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1951 |
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Não atribuído |
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Em 1952 recebeu título de Prémio
Valmor o prédio de habitação (54) projectado pelos Arqts.
Fernando Silva e o Arq. João Faria da Costa, situado
Av. do Restelo, nº 23 – 23A. Esta obra teve como promotor Américo Serpa e
Melo Queiroz |
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1953 |
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Não atribuído |
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1954 |
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Não atribuído |
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1955 |
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Não atribuído |
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1956 |
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Não atribuído |
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1957 |
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Não atribuído |
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O Valmor de 1958, coube ao Edifício dos Laboratórios Pasteur (58),
situado na Av. Marechal Gomes de Costa, sendo o proprietário Virgílio Leitão.
Um projecto de Carlos Manuel Oliveira Ramos, considerado um dos pioneiros da
arquitectura Moderna em Portugal. |
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1959 |
Neste ano nasceu o Jaime Roriz |
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1960 |
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Não atribuído |
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1961 |
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Não atribuído |
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Em 1962, o Arq. Francisco Keil do Amaral é
premiado com o Valmor, sendo o único existente em sua carreira. Tal facto
resultou da sua obra, o Edifício de Habitação promovido por Ernesto da
Silva Brito, situada na Rua Almirante António Saldanha, nº 44 (Restelo), |
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1963 |
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Não atribuído |
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1964 |
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Não atribuído |
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1965 |
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Não atribuído |
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1966 |
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Não atribuído |
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Em 1967 recebeu título de Prémio Valmor o edifício de habitação projectado pelo Arq. Nuno
Teotónio Pereira e do Arq. António Pinto Freitas, situado na Rua General
Silva Freire, nº 55 – 55 A (Olivais Norte) pertencente à Freguesia St.ª Maria
dos Olivais. |
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1968 |
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Não atribuído |
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1969 |
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Não atribuído |
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1970 - A década de
setenta teve início com a atribuição de um Prémio Valmor situado no cruzamento
entre a Avenida dos Estados Unidos da América n.º 53-53G e a Rua Coronel
Bento Roma n.º 12A-12E. Este edifício de utilização mista (61), cuja
promotora foi a Sociedade Construtora Fernando Pires Coelho Lda., |
Numa noite de verão em que o calor tornava o dia denso
como se tivesse uma névoa, as janelas viradas a nascente e a poente da minha
casa faziam esvoaçar os estores de metal do meu quarto, através desse ar que
o calor tornou translúcido os nossos olhares cruzavam-se enquanto nos
amávamos. Deixei uma grande e bojuda vela acesa junto à janela e de manhã a
cera derretida tinha feito o desenho de um coração |
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No ano de 1971 foi atribuído um dos Prémios mais polémicos de sempre.
Propriedade de Nuno Franco de Oliveira e autoria dos Arqt.ºs Nuno Teotónio
Pereira e João Braula Reis, ergueu-se na Rua
Braancamp n.º 9 o Edifício “Franjinhas” (62), assim denominado
pelo aspecto resultante do esquema adoptado como protecção solar |
De alguma forma podemos sempre
pensar que foi neste prédio que o sonho nasceu. No seu livro, alvorada em Abril, Otelo Saraiva de Carvalho,
dizia que foi neste prédio que teve lugar a primeira reunião, clandestina, do
movimento dos capitães. Lembro-me disso sempre que aqui passo. Aqui nasceu o
sonho. Sonho de liberdade, de partilha, de justiça. Sonho de sermos como as
“pedras de uma calçada onde cada um de nós faz parte de um todo e não como os
tijolos de uma parede em que os de baixo suportam os de cima” como dizia o
grande Quino. O 25 dabril é um movimento romântico atrevo-me eu a dizer.
Afinal … afinal eu que fui um dos actores …. Um daqueles manifestantes
cabeludos que aparecem nas reportagens da revolução sou agora vítima dessa
grande injustiça que tira os filhos aos pais e os dá as mães sem razão, sem
motivo, só por pura discriminação sexual. Não posso deixar de pensar essas coisas
todas quando passo aqui. Afinal que é da revolução ?
Que é feito da vida ? Do amor ?
Não era de amor que se tratava ? Eu julguei que era,
mas eu tinha quinze anos. |
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1972 |
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Não atribuído |
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1973 |
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Não atribuído |
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1974 |
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Não atribuído |
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Em 1975 voltou-se à atribuição do Prémio, curiosamente, a duas
obras: Sede, Jardins e Museu da Fundação Calouste Gulbenkian (63) e Igreja do Sagrado Coração de Jesus (64). |
Escrever é sempre fonte de
sofrimento para mim. A Gulbenkian é talvez uma das minhas primeiras
recordações de Lisboa Cidade. Foi lá que vi pela primeira vez – na meninice
dos meus 11 anos – uma exposição de escultura e pintura de Rodin e que achei que esta coisa de ser criativo tinha a
ver comigo. Naquele ambiente que me parecia solene, em meio das estatuetas de
bronze. Ao domingo percorro a pé o
caminho de casa até aos jardins, pego numa namorada – quando há - pelo caminho, compro pão e queijo fresco num
supermercado ali perto, e passo a tarde deitado em cima da relva a estudar
direito económico se alguém me fizer festinhas na cabeça. |
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Em 1975 voltou-se à atribuição do Prémio, curiosamente, a duas
obras: Sede, Jardins e Museu da Fundação Calouste Gulbenkian (63) e Igreja do Sagrado Coração de Jesus (64). |
Este edifício é em sim mesmo um
poema. Tem esta coisa extraordinária de ser sem parecer ser. Passamos por
aqui e não damos por ela. Mas, entrando, vamos desembocar num mundo que,
sendo a cidade, é uma bolsa de outra coisa. Só indo lá ver. O edifício é uma
igreja e tem a solenidade e a nobreza de um espaço sagrado, mas é também um
centro social e um pequeno restaurante. Tem sempre uma temperatura agradável
porque foi desenhado para isso. Tem plantas em vasos e alguns disparates
decorativos que querem significar que ali há pessoas. O que isto tem de mais
extraordinário é o facto de existir sem que ninguém dê por ela. É uma
presença que se impõe sem que se dê por isso. E como algumas pessoas só é
bonita num segundo olhar. Muito mais bonita na verdade. |
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1976 |
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1977 |
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O ano de 1978 ficou marcado pela escolha de três edifícios: um Prémio
Valmor distinguindo um conjunto habitacional (65), situado na Rua Maria
Veleda n.º 2-4 e duas Menções Honrosas. |
- Este prédio não merece o
prémio -
concordou comigo um dos técnicos envolvidos na sua construção. Há
algumas pessoas que gosto de admirar. Ele é uma dessas pessoas. Na minha
busca de entender a cidade de Lisboa, fico fascinado com as histórias que me
contam. Gosto de desatar a língua a quem sabe essas coisas todas que fizeram
a cidade. Falo com ele … pergunto-lhe coisas. E vejo os seus olhinhos de
septuagenário a brilharem, numa vivacidade intelectual que é rara até em
pessoas jovens. O seu discurso tem sempre uma volta grande para dar corpo às
conclusões. Não tem atalhos que a conversa não é para ser feita à pressa e
porque temos – eu e ele – todo o tempo do mundo para aquilo que é importante.
Separamos o trigo do joio olhando para estes mestres que fizeram Lisboa.
Discutimos Edgar Cardoso e os outros operários da cidade. Eu sei que ele tem outros
defeitos graves mas …. é nestes almoços que aprendo
o que é Lisboa. |
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1979 |
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Não atribuído |
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Em 1980, foi premiado um edifício de escritórios (68), à semelhança do que
tinha acontecido em 1971. situado no cruzamento da
Rua Castilho n.º 223-233 com a Rua D. Francisco Manuel de Melo n.º 2-8, da
autoria dos Arqt.ºs Manuel Salgado, Sérgio Coelho e Penha e Costa. |
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1981 |
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Não atribuído |
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O Prémio relativo ao ano de 1982 foi apenas atribuído em 1984,
sendo a primeira obra a ser distinguida com o novo Regulamento em vigor. O conjunto habitacional da Encosta das Olaias
(69), foi a obra escolhida, da autoria do Arqt.º
Tomás Taveira, promovida por Fernando Martins. |
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em 1983 não foi atribuído nenhum Prémio Valmor, mas apenas
uma Menção Honrosa à remodelação (71) de uma habitação na Graça, da autoria dos Arqt.ºs
António Marques Miguel, Manuel Graça Dias e António de Campos Barbosa
Magalhães. Esta intervenção no n.º 46 da Rua da Senhora do Monte, |
Menção Honrosa |
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O edifício do Banco Fonsecas & Burnay (72) situado na Rua
Castilho, esquina com a rua Barata Salgueiro, propriedade do banco acima
referido, foi distinguido com o Prémio Valmor relativo ao ano de 1984. À equipa autora, composta por
sete arquitectos, chefiada pelo Arqt.º Pedro Tojal, |
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1985 - A outra obra
premiada com o galardão máximo foi um conjunto habitacional (75) no Lumiar, da
autoria do Arqt.º Sérgio Menezes de Melo. Esta obra, de iniciativa camarária
que teve como promotora a EPUL (Empresa Pública de Urbanização de Lisboa),
caracteriza-se por um grande conjunto urbano, |
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No ano de 1986 um outro conjunto habitacional (79) foi premiado, mas neste
caso apenas com a Menção Honrosa, tendo ficado o prémio principal por
atribuir. Quanto à Menção, da autoria do Arqt.º Rodrigo Rau, trata-se de mais
uma obra da promotora EPUL, |
Menção honrosa |
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O ano de 1987 ficou marcado pela atribuição de um Prémio Valmor ao Instituto Jacob Rodrigues Pereira (80) e de três
Menções Honrosas. |
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O Prémio Valmor de 1988 foi atribuído por unanimidade ao
edifício do Lloyds Bank (84), na Av. da Liberdade n.º 222,
cujo projecto pertencente ao Arqt.º António Augusto Nunes de Almeida, foi
requerido pelo Lloyds Bank Plc. |
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Em 1989 o Prémio Valmor foi atribuído ao conjunto habitacional (88), promovido pela Cooperativa
Coociclo. O projecto da autoria dos Arqt.ºs Duarte Nuno Simões, Maria do
Rosário Venade, Maria Teresa Madeira da Silva, Nuno da Silva Araújo Simões e
Sérgio Almeida Rebelo, |
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Em 1990 0 Prémio foi atribuído a um conjunto de residências [91] ,
localizadas na Rua do Século, 107-109, Rua da Academia das Ciências, 2, e
Travessa da Horta, 2-6, um projecto dos arquitectos João Paiva Raposo de
Almeida, Pedro Lancastre Ferreira Pinto e Pedro Emauz e Silva, |
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Em 1991 0 Premio Valmor e Municipal de Arquitectura coube a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade
de Lisboa [93], um projecto do arquitecto Manuel Mendes Tainha
para a Universidade de Lisboa, situada na Alameda da Universidade, Cidade
Universitária. |
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1992 |
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Não atribuído |
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Em 1993 0 Prémio Valmor foi atribuído ao Complexo das Amoreiras [95],um
projecto do arquitecto Tomas Cardoso Taveira para Empreendimento Urb. Torres
das Amoreiras, Lda., Mundicenter-Soc. Imobiliária SA e LONLIS-Emp. Imobiliários Amoreiras SA, situado na Avenida Duarte Pacheco,
lotes 7-7 A. |
Não gosto das torres da amoreiras |
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Em 1994 0 Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura foi atribuído a
um edifício de habitação [98] situado na Rua
Professor Cavaleiro Ferreira, 4, e Rua José Escada, 3, um projecto do
arquitecto João Ângelo Paciência para a Habiparque-Cooperativa de Habitação
CRL. |
Este prédio não merece o prémio |
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1995 |
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Não atribuído |
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Em 1996 0 júri decidiu atribuir apenas uma Menção Honrosa ao
edifício da Companhia de Seguros Metrópole SA [100]
situado na Rua Barata Salgueiro, 41, um projecto do arquitecto Henrique Lami
Tavares Chico para a Companhia de Seguros Zurich, S.A. |
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O Prémio Valmor de 1997 coube ao Edifício Bagatela (101), um projecto dos arquitectos
João M. H. Duarte Ferreira e Miguel Sousa para o Pátio Bagatella
Empreendimentos Imobiliários S.A., situado na Rua Artilharia Um, 45-51,
esquina coma Travessa da Légua da Póvoa, 11-17, |
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1998 - Um dos
edifícios premiados com o Premio Valmor foi o Pavilhão de Portugal [103], localizado na
Alameda dos Oceanos, lote 2.12.01, um projecto do arquitecto Álvaro Siza
Vieira para a Parque Expo S.A. «O edifício é constituído por dois corpos
separados por uma junta de construção: |
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1998 - O outro
edifício premiado com o Valmor foi o Pavilhão do Conhecimento dos Mares [104]. Situado
na Alameda dos Oceanos, lote 2.09.02, e um projecto do arquitecto João Luís
Carrilho da Graça para a Parque Expo S.A.. |
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Relativamente ao ano de 1999, o júri decidiu apenas atribuir
uma Menção Honrosa à Faculdade de Medicina Veterinária [108], um
projecto do arquitecto João Lúcio Lopes para a Universidade Técnica de
Lisboa, situado na Rua Professor Cid dos Santos, no Alto da Ajuda, obra
realizada entre 1995 e 1998. |
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O Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura
referente ao ano de 2000 coube ao Edifício C8 Departamento de Física e Química da Faculdade
de Ciências [109], um projecto do arquitecto Gonçalo Byrne para a Faculdade
de Ciências da Universidade Clássica de Lisboa, situado na Cidade
Universitária, Campo Grande. |
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O Premio Valmor de 2001 foi atribuído ao edifício Atrium Saldanha [111], situado na Praga Duque
de Saldanha, 1, Avenida Casai Ribeiro, 63, Rua Fernão Lopes, 4, Rua
Engenheiro Vieira da Silva, 18, e Avenida Fontes Pereira de Melo, 44, um
projecto dos arquitectos João Paciência e Ricardo Bofill |
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2002 - Um dos
prémios foi atribuído ao Edifício da Reitoria da U. 'N. L [112].
Localizado no Campus de Campolide é um projecto dos irmãos Manuel e Francisco
Aires Mateus para a Universidade Nova de Lisboa. |
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2002 - O outro
Premio \/almor e Municipal de Arquitectura, atribuído em ex-aequo, coube ao Edifício II do I.S.C.T.E. (113), localizado na
Avenida Professor Aníbal Bettencourt, na Cidade Universitária, um projecto de
Raul Hestnes Ferreira para a Universidade Nova de Lisboa. |
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